O programa Carretas da Mamografia, iniciativa do Governo de São Paulo, registrou um salto significativo no número de exames realizados em 2025. Ao longo do ano, foram 60.831 mamografias feitas em 117 municípios paulistas, representando um aumento de 76% em relação ao ano anterior. A expansão do atendimento levou o serviço a regiões que antes tinham dificuldade de acesso, agilizando o diagnóstico precoce do câncer de mama.

A ampliação foi possível graças ao reforço da estrutura do programa. Em fevereiro de 2025, o governo incorporou duas novas carretas itinerantes, totalizando cinco unidades em operação. Com isso, o número de cidades atendidas praticamente dobrou, permitindo que mulheres de diferentes localidades realizassem o exame sem precisar se deslocar para grandes centros urbanos. Para viabilizar a operação, o estado investiu mais de R$ 116 milhões no ano passado.

Desde o início de 2025, o programa passou a seguir as novas diretrizes de rastreamento. Agora, mulheres de 50 a 74 anos podem realizar a mamografia apenas com a apresentação do RG e cartão do SUS, sem necessidade de pedido médico. Já as pacientes entre 35 e 49 anos e aquelas com mais de 74 anos precisam de solicitação médica para fazer o exame. Antes da atualização, o atendimento sem pedido era permitido até os 69 anos.

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Nos casos em que há alteração no resultado do exame, as pacientes são imediatamente encaminhadas para serviços de referência do SUS, onde seguem com a investigação ou iniciam o tratamento. O itinerário das carretas pode ser consultado no site e no aplicativo do Poupatempo, disponíveis para Android e iOS.

Além das carretas, mulheres paulistas de 50 a 74 anos também podem agendar gratuitamente a mamografia pelo SUS, sem necessidade de pedido médico, por meio do telefone 0800 779 0000. O agendamento é realizado pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo.

O programa faz parte do Mulheres de Peito, que integra o movimento SP Por Todas, iniciativa do Governo de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres. O movimento inclui uma rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira, com serviços exclusivos como o auxílio-aluguel de R$ 500 para vítimas de violência doméstica, monitoramento permanente de agressores com tornozeleiras eletrônicas, e o aplicativo SPMulher Segura, que conecta a polícia de forma direta em casos de emergência.

A gestão paulista também ampliou linhas de crédito para mulheres e expandiu a entrega das Casas da Mulher Paulista, que oferecem apoio psicológico e capacitação profissional. Outra iniciativa importante é o protocolo Não Se Cale, que prepara profissionais de bares, restaurantes e casas de show para acolhimento imediato e combate à importunação sexual.