O ARVO Festival chega à 10ª edição em 2026 com muitas histórias para contar. Em entrevista, os sócios André Costa Nero e André Pardini apontam que o crescimento passou por estrutura, público, curadoria, sustentabilidade e por uma relação umbilical com Florianópolis. Eles relembraram momentos em que a produção precisou responder a problemas como 38 horas seguidas de chuva e pedidos inusitados como um PlayStation 5 (com o game FIFA instalado, claro).
Este ano, o ARVO Festival acontece no dia 16 de maio, no Kartódromo Sapiens Parque, em Florianópolis, das 14h às 4h. O line-up reúne João Gomes com participação de Jota.pê, BaianaSystem, Fundo de Quintal, Duquesa, Gilsons, Carol Biazin e Maracatu Arrasta Ilha convida Rainha Marivalda Santos, além de programação na Discoteca ARVO e no Beco do Samba.
Criado em Florianópolis, o ARVO construiu seu espaço combinando música brasileira, arte, diversidade e práticas ambientais. Para os fundadores, a virada começou quando o festival deixou de funcionar como uma aposta pontual e passou a ter continuidade. “Em 2020, decidimos tornar o ARVO um evento anual. O crescimento nunca é imediato, mas ali ficou claro que estávamos estruturando algo com continuidade e potencial de expansão grande mesmo”, afirmam.
O público também mudou de tamanho e origem. Os fundadores estimam que o festival receba cerca de 15 mil pessoas, com presença de diferentes estados. “A estrutura talvez seja o contraste mais evidente, quando revisitamos as fotos das primeiras edições”, dizem. “O festival também deixou de ser essencialmente regional e passou a ter alcance nacional.”

