Anvisa recolhe molho de tomate com vidro e suplementos irregulares

Medida inclui produtos da Mastromauro Granoro, Bausch Lomb e Ervas Brasil por riscos à saúde

Publicado em 08/jan/26 | 13:03
Anvisa recolhe molho de tomate com vidro e suplementos irregulares
Fonte: Agência Brasil / EBC

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), o recolhimento de três produtos diferentes por apresentarem riscos à saúde dos consumidores. A medida mais urgente envolve um lote de molho de tomate importado que continha pedaços de vidro, mas também atinge suplementos alimentares com ingredientes não autorizados e propaganda enganosa.

O lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, teve sua comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo suspensos imediatamente. A decisão foi tomada após um alerta da rede RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed), sistema europeu de monitoramento que notificou a presença de fragmentos de vidro no produto.

Outro produto que deve ser recolhido é o suplemento alimentar Neovite Visão, voltado para a saúde ocular, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb). Estão proibidos os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072. A empresa comunicou o recolhimento voluntário após identificar irregularidades na composição.

"Os referidos lotes foram fabricados com Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina. Além disso, a quantidade de Caramelo IV (caramelo processo sulfito-amônia) nos produtos está acima do limite permitido", explicou a Anvisa em nota oficial.

A agência também determinou a apreensão dos suplementos Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e Colesterol Ervas Brasil, da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda. Os produtos não podem mais ser comercializados, distribuídos, fabricados, divulgados ou consumidos.

"A empresa não tem licença sanitária e nem alvará de funcionamento e utilizou ingredientes não autorizados em alimentos. Além disso, faz divulgação irregular dos produtos, com falsas indicações terapêuticas, associando o seu uso a benefícios funcionais e de saúde, sem comprovação científica", detalhou a Anvisa.

Estas ações fazem parte da rotina de fiscalização da agência, que recentemente também anunciou a liberação de novo medicamento para Alzheimer, a proibição de fórmula infantil com risco de contaminação e o recolhimento de panetones com fungo. Consumidores que possuírem qualquer um dos produtos mencionados devem interromper imediatamente o uso e descartá-los de forma segura.


Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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